• Comprar minhas lentes de contato pela internet ou óptica é seguro?

    Essa é uma prática rotineira em nosso país. Sites e ópticas vendem discriminadamente lentes de contato sem preocupar-se com a saúde ocular dos pacientes. O lucro é o único objetivo.

    O oftalmologista é o único profissional certificado e capaz de realizar o teste de adaptação das lentes de contato.

    Comprar suas lentes apenas com a receita dos óculos, é dar um tiro no escuro! Mas, por que? Primeiramente, porque nem sempre a graduação dos óculos é o mesmo das lentes de contato. Como as lentes ficam mais próximas dos olhos, é necessário reduzir um pouco a graduação final (quanto maior o grau, maior a diferença). Somente o oftalmologista é capaz de realizar esse cálculo correto.

    Outro detalhe importante é o tamanho das lentes (diâmetro) e seu material. Você sabe qual o diâmetro correto para o seu olho? Será que o seu olho direito é igual ao esquerdo? Saberia dizer qual o grau de oxigenação das lentes ideal para suas córneas? E as ópticas/sites saberiam dizer? É claro que não. Através de testes específicos e com o exame das lentes de contato nos olhos do paciente, é possível avaliar a movimentação adequada das lentes, o conforto e a visão. O oftalmologista então, indica a melhor escolha.

    O uso de lentes inadequadas podem levar a sérias complicações com o tempo de uso. Elas podem até parecer confortáveis no início, mas suas corneas podem estar em perigo.

    Antes de usar lentes de contato, exames para avaliar sua saúde ocular (microscopia especular, topografia de córnea etc.) são obrigatórios, e apenas o médico é capaz de autorizar o uso das lentes para o paciente.

    Comprar lentes de contato em sites/ópticas pode até ser mais barato, mas certamente você está colocando sua visão em risco!

  • Qual a idade ideal de levar os filhos ao oftalmologista?

    Quando surge a intenção do casal ter filhos, já pode-se discutir com o médico oftalmologista, possíveis riscos a visão do recém-nascido. Doenças como miopia, astigmatismo, ceratocone, glaucoma e outras, podem acometer a criança logo ao nascimento. Um bom pré-natal com a realização de exames para doenças infecciosas (HIV, toxoplasmose, rubéola, sífilis) pode ser uma excelente prevenção para visão de seu bebê.

    Ao nascimento, o primeiro exame oftalmológico já é feito pelo pediatra. É o teste do olhinho, que nada mais é do que certificar a presença do reflexo vermelho nos dois olhos do bebê. Em casos de dúvida, um oftalmologista deve ser chamado.

    A segunda consulta deve ser feita entre 1-3 anos de idade. Novas avaliações podem ser realizadas anualmente a partir dos 4 anos (idade em que a criança começa informar sua visão) até os 8-9 anos (idade do desenvolvimento visual completo).

    A criança pode parecer perfeita aos pais, brincar normalmente, reconhecer objetos e rostos familiares, mas apresentar problema visual. Elas raramente queixam-se e os sintomas não são evidentes como nos adultos. Uma criança com miopia e astigmatismo ou com visão baixa em apenas um olho, pode passar desapercebida por anos! Erros de refração não corrigidos até os 8-9 anos de idade, podem levar a baixa visão irreversível no futuro. Essa condição é conhecida como ambliopia.

    O histórico familiar é muito importante. Se há casos na família de doenças oculares, leve seu filho ao oftalmologista, mesmo achando que ele não tenha problema.

  • Óculos de descanso, devo usar?

    Não existe óculos de descanso! Esse termo foi criado para designar óculos com baixo graduação, por exemplo, 0,25 ou 0,50.

    Quem usa muito computador ou tem o hábito de ler com frequência, pode sentir ao longo do dia, cansaço visual, ardência nos olhos, vermelhidão e até um leve embaçamento. Esses sintomas decorrem da redução da frequência de piscar (cerca de 50%) durante o uso do computador. Com isso, a lágrima que está sobre a córnea, evapora-se. Os olhos vão lentamente tornando-se irritados (ressecamento) e embaçamentos transitórios da visão podem ocorrer.

    O importante é lembrar-se de piscar os olhos com mais frequência diante do computador, fazer pequenas pausas de 10-15 minutos a cada 1-2 horas, olhar para objetos mais a distância (relaxar os olhos) e eventualmente usar colírios lubrificantes (lágrimas artificiais).

    Em geral, quando um paciente adquire seus “óculos de descanso”, usa-os por pouco tempo, pois acaba percebendo que as lentes não fazem tanta diferença assim. E muitos até sentem-se culpados por não usarem os óculos prescritos pelo médico.
    A posição de leitura, a iluminação da sala e do monitor também são importantes para o conforto visual.

    Criança não precisa de óculos de descanso! Se seu filho (a) utiliza óculos de baixo graduação, realize um novo exame. Ele (a) pode estar utilizando óculos desnecessariamente.

    Resumindo, se você fica muitas horas na frente do computador e sente sintomas de fadiga ocular, não é um “óculos de descanso” que irá eliminar seus sintomas. Faça pausas frequentes e lembre-se de piscar os olhos.

  • Óculos de farmácia faz mal?

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não autoriza a comercialização das “lentes de aumento” em drogarias. A venda também é condenada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

    Os problemas são vários! Esses óculos possuem a mesma graduação nos dois lados, porém na prática, é mais comum que o paciente apresente graduação diferente nos dois olhos.

    E quem não vai ao oftalmologista, deixa de fazer exames que ajudariam a descobrir doenças como glaucoma, catarata, dentre outras. Se há alguma doença silenciosa, ela pode ser diagnosticada tarde demais.

  • O exame do grau (refração), é uma excelente oportunidade para um check-up ocular.

    É necessário realizar exame para detectar a correta graduação de cada olho. Além disso, as lentes vendidas sem receita não protegem contra os raios UV, por exemplo.

    Outro problema com os óculos de farmácia, é que eles não possuem graduação para a correção do astigmatismo, problema extremamente frequente na população.

    E ainda: para a confeção das lentes, é preciso medir a distância do nariz a pupila, de modo que o centro da lente, coincida com o centro da sua pupila. Essa distância, muitas vezes é diferente entre o olho direito e esquerdo. Lentes descentradas podem gerar muito desconforto. Quem é que fez essa medida nos óculos da farmácia?

    Resumindo, comprando um óculos de farmácia você está escolhendo o seu grau no “chute” (sem exame), deixando de realizar uma avaliação oftalmológica completa, levando para casa óculos com graduação igual em ambos os olhos (fato incomum na prática), sem correção do astigmatismo e sem a adequada medição do centro da lente. Só problemas…

  • Não gosto de usar óculos. Posso usar apenas lentes de contato?

    Não! Muitas pessoas utilizam apenas as lentes de contato, e não possuem sequer um par de óculos para alguma eventualidade. O uso crônico das lentes de contato levam a córnea a um estado de hipóxia (falta de oxigênio). Com isso, as defesas naturais do olho diminuem, favorecendo o surgimento de infecções (ceratites infecciosas) e até perda do olho.

    Durante a hipóxia crônica, pequenos vasos de sangue entram na córnea na tentativa de oxigenar mais o tecido (neovasos). Isso com o tempo, pode afetar a transparência da córnea.

    Outro problema com o uso crônico, é a perda de células endoteliais da córnea. Essas células são as mais importantes da córnea, responsáveis por manter a sua transparência o tempo todo. O uso constante das lentes podem reduzir o número dessas células com o passar dos anos, e infelizmente, essa camada de células não possuí a capacidade de regeneração. Se o número de células endoteliais for insuficiente, a córnea vai perdendo a transparência e a visão consequentemente diminuí.

    Pacientes usuários de lentes de contato devem anualmente realizar um exame para avaliar essa camada específica de células (microscopia especular).

    É fundamental para os usuários de lentes fazer pausas e utilizar os óculos por algumas horas, a fim de manter a oxigenação corneana adequada, evitando as consequências danosas da hipóxia.

  • Tremores nas pálpebras? Saiba o que significa.

    Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras? Algo tão irritante quanto impossível de ser controlado. Pior: pode durar dias, com direito a curtos intervalos. Mas por que isso é tão comum e, ao mesmo tempo, difícil de ser evitado?

    Esse tremor palpebral em episódios é uma luz vermelha avisando que algo não vai bem não só no seu corpo, mas em sua vida.

    O tremor é um sinal de que a pessoa pode estar no auge do estresse. Pode ser fadiga, ansiedade, resultado de noites mal dormidas ou problemas pessoais, por exemplo.

    Alguns outros fatores que podem desencadear o problema: ingestão excessiva de cafeína, carência de vitaminas, idade avançada, excesso de horas em frente ao computador etc.

    Como as causas são diversas, para evitar o tremor involuntário das pálpebras deve-se identificar a mais importante e agir nela:

    • Fadiga: pode ser causada pelo uso contínuo de computadores ou monitores (síndrome da visão do computador). Nestes casos há necessidade de se intercalar períodos de trabalho com períodos de descanso dos olhos, ou seja, a mudança de foco durante 15 minutos, antes de prosseguir no uso;
    • Estresse: deve-se tentar evitar ou resolver as condições ou as situações do ambiente de trabalho ou familiar que estejam ligadas ao aumento da ansiedade; pode-se tentar a utilização de medicação relaxante muscular leve, sob indicação médica;
    • Secura nos olhos: também pode estar relacionada ao uso contínuo de computadores. Usar colírios lubrificantes preventivamente é indicado, assim como aumentar a umidificação do ambiente de trabalho;
    • Cafeína: se a causa for associada ao consumo excessivo de cafeína, de bebidas energéticas ou de cigarro, deve-se reduzir ou suspender seu consumo;
    • Não identificadas: sugere-se a consulta oftalmológica completa com objetivo de se avaliar a função muscular das pálpebras, a superfície ocular, erros refracionais ou fundo de olho.

    Se a pessoa tiver o tremor de forma crônica, pode ser algo mais grave. Existe a doença do espasmo essencial, blefarospasmo, que é rara. A pálpebra fica tremendo o tempo todo. É preciso tratamento com injeções de Botox. A indicação ocorre porque a toxina botulínica paralisa o músculo.

  • Com que frequência devo ir ao oftalmologista?

    A frequência é variável dependendo de cada caso. Em geral, se você usa óculos, deve ir ao oftalmologista uma vez ao ano, ou sempre que sentir que o grau possa ter variado. Pacientes acima de 40 anos de idade também deve ir anualmente ou a cada 2 anos, visto que a partir dessa idade problemas oculares tornam-se mais frequentes (catarata, glaucoma, degeneração macular, etc.).

    Se você possuí algum histórico familiar de doença ocular (ex. ceratocone, miopia, glaucoma, etc.), deve ir mais frequentemente ao oftalmologista, ou agendar sua primeira visita, caso ainda não tenha realizado uma avaliação.
    Crianças até 8-9 anos devem ir anualmente, principalmente se os pais usam óculos.

    Se por algum motivo você realizou alguma cirurgia no (s) olho (s), deve ir anualmente ao especialista, mesmo que sinta-se bem. Apenas o oftalmologista pode comprovar se sua saúde ocular está verdadeiramente em ordem.

  • Tenho fortes dores de cabeça. Posso estar precisando de óculos?

    A dor de cabeça provocada pela falta de óculos em geral não é forte. Ela é leve, localizada na região frontal da cabeça e uma leve pressão nos olhos pode existir. Acontece geralmente, quando estamos fazendo algum esforço visual (leitura, uso do computador, tablet, etc.). A duração é passageira, e raramente dura o dia todo ou está presente ao acordar.

    Hipermetropia e astigmatismo são os erros de refração que mais causam dor de cabeça. Problemas na motilidade ocular, podem estar associados a dor e oftalmologista deve examinar atentamente a capacidade do paciente mover os olhos e focar os objetos.

  • Vai operar os olhos? Saiba que cuidados deve ter.

    Antes de ir até o hospital, respeite o período de jejum (se necessário) e lembre-se de tomar todos os remédios, mesmo no dia da cirurgia. Medicamentos que afinam o sangue (ex. AAS), devem ser suspensos uma semana antes, ou de acordo com a orientação médica.

    Lave bem os olhos com sabão neutro antes de sair de casa, e evite usar cremes, perfumes ou protetor solar na face antes da cirurgia.

    Quando chegar em casa após a cirurgia, inicie imediatamente o uso dos colírios prescritos. Se mais de um, dê um intervalo de 10-15 minutos entre eles. A melhor maneira de usar é deitado. Após a instilação (1 gota é o suficiente), permaneça com os olhos fechados por 2 minutos (melhor penetração). Não encoste o frasco no olho, lave a mão antes da instilação e guarde o frasco em local arejado e limpo.
    Para tomar banho, evite que a água corrente caia diretamente sobre o(s) olho(s) recém operado(s). Não durma sobre o(s) olho(s) operado(s) e use o protetor ocular que ganhou nos primeiros dias.

    Jamais coçar o(s) olho(s) operado(s) nos primeiros dias! O risco de infecção é considerável. O ato de coçar os olhos nunca é saudável, especialmente após a cirurgia.

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